DROGAS: Aluno de 12 anos ameaça diretor após ter droga confiscada em escola do DF

Criança levou 300 gramas de maconha para vender no colégio, diz PM. Pais estão presos e jovem fugiu; avó ofendeu diretor e também foi detida.



Porção de maconha encontrada em jardim de escola no Recanto das Emas (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

Um estudante de 12 anos é suspeito de ameaçar de morte colegas de classe e o diretor de uma escola no Recanto das Emas, no Distrito Federal, na manhã desta quarta-feira (26) depois que ele teve 300 gramas de maconha confiscadas pela coordenação. Segundo o Batalhão Escolar da Polícia Militar, a criança cobrava "ressarcimento" pelo prejuízo.

O garoto mora com a avó, de 51 anos, que foi chamada à Escola Classe 803 no fim da manhã para tomar conhecimento do caso. Mas, segundo a sargento do Batalhão Escolar Rosana Assis, a mulher também ofendeu e ameaçou o diretor da unidade e teve de ser encaminhada à delegacia da região.

"Essa confusão se arrasta desde segunda-feira [24]. Ele levou maconha para vender na escola e escondeu no jardim. Daí, outros alunos encontraram e entregaram ao diretor e o menino fugiu. Hoje [quarta], ele foi à escola com mais droga e ameaçou o colega que teria denunciado ele na segunda-feira. Disse que alguém vai ter que pagar, que o traficante está cobrando", diz Rosana.
Hoje [quarta], ele foi à escola com mais droga e ameaçou o colega que teria denunciado ele na segunda-feira. Disse que alguém vai ter que pagar, que o traficante está cobrando"
Rosana Assis,
sargento do Batalhão Escolar da PM

Segundo a sargento, os pais da criança estão presos por homicídio e tentativa de homicídio. Até as 15h30 desta quarta, equipes do Batalhão Escolar faziam patrulhamento nos arredores do colégio no Recanto das Emas para tentar encontrar o garoto, que seguia desaparecido.

A polícia teme que ele possa retornar ao colégio nos próximos dias para cumprir as ameaças feitas desde a última segunda. Nesta quarta, outras crianças disseram que viram uma pistola nas mãos do colega, mas a PM não confirma a informação e trabalha com a possibilidade de uma arma falsa.

Fora do colégio, a avó do jovem admitiu ao Batalhão Escolar que sabia do envolvimento do neto com o tráfico. "Ela disse que já buscou ele em boca de fumo, já deu surra nele e tudo. Mas para o diretor, ela quis defender, falou que o neto não tinha nada a ver com isso", conta Rosana. A avó assinou um termo circunstanciado na 27ª DP (Recanto das Emas) e foi liberada em seguida.

Fonte: Redação.
Google Plus

Por Movimento dos Comunicadores do Brasil

DF 24 Horas

0 comentários DF24HORAS:

Postar um comentário