Política de segurança pública derruba principais indicadores de criminalidade em 2015

Programa Viva Brasília vai além das ações policiais. Poda de árvores, por exemplo, ajuda a aumentar a sensação de segurança

Em agosto começaram ações de podas de árvores, limpeza de ruas e recuperação de iluminação pública em Samambaia e em outras doze regiões para diminuir roubos em paradas de ônibus e em coletivos

Ainda durante a transição de governo, em dezembro de 2014, Rodrigo Rollemberg afirmava que o maior desafio para tornar Brasília menos violenta seria aumentar a sensação de segurança. Ao longo de 2015, as ações do Viva Brasília — Nosso Pacto pela Vida deram consistência ao discurso do chefe do Executivo. O fim do ano se aproxima registrando o menor índice de homicídios dos últimos sete anos (veja a tabela abaixo). Foram 548 casos, contra 640 no ano passado (menos 14,4%). Outras modalidades de delitos também diminuíram no mais recente levantamento divulgado pela Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, com dados de janeiro a novembro.

Para entender a construção dos indicadores positivos na área, é preciso se debruçar sobre a política de segurança pública adotada pelo governo de Brasília. O primeiro passo foi elaborar estratégias que não atrelassem a redução da violência exclusivamente a operações policiais. Com isso, ações complementares começaram a ser colocadas em prática, contribuindo para a diminuição de delitos: regiões escuras receberam iluminação, outras áreas tiveram poda de árvores e corte de mato. Além disso, foram feitas pesquisas para aferir crimes subnotificados. A consolidação de uma cultura de paz, por meio de oferta de projetos educativos, culturais e esportivos, passou a integrar as discussões em torno da segurança pública, que agora envolvem diversos órgãos do Executivo e as comunidades.

Em abril, mais policiais militares passaram a trabalhar no patrulhamento. Por determinação do governador, 986 praças e oficiais deixaram funções burocráticas e retornaram às ruas. A presença de mais PMs nas regiões administrativas fez aumentar a apreensão de armas de fogo nos 11 primeiros meses do ano. Foram 1.449 pistolas, revólveres e outros tipos de armamento retirados de circulação até novembro — média de quatro por dia. De acordo com a Secretaria da Segurança, a cada dez armas de fogo apreendidas, um homicídio é evitado.

As ocorrências de tráfico de drogas aumentaram 27,1% de 2014 para 2015 (de 2.120 para 2.694). A maior ostensividade da PM e o trabalho de investigação da Polícia Civil resultaram na prisão de distribuidores de entorpecentes em todo o Distrito Federal.

O serviço de inteligência das duas corporações fez com que 6.745 veículos furtados ou roubados fossem localizados em 2015. A intensificação do policiamento, por sua vez, fez os roubos de veículos diminuírem de 6.651, de janeiro a novembro de 2014, para 4.401 (menos 33,8%).

As investidas de ladrões contra comerciantes caíram 32,6%. Desde o início do ano, foram 2.407 assaltos a estabelecimentos — 1.163 a menos do que o computado no mesmo período de 2014 (3.570). Os casos de estupro também sofreram queda de 22,4% no período comparado.


Trânsito menos violento
Os números não são positivos apenas no campo da criminalidade. No trânsito, Brasília registrou o menor índice de mortes dos últimos 15 anos. No acumulado de janeiro a novembro, 308 pessoas perderam a vida em acidentes. Em 2014, foram 378 casos e, em 2013, 338. Os dados fazem parte de um levantamento feito pelo Departamento de Trânsito do DF (Detran).

Todos os indicadores são monitorados sistematicamente pela Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social. Desde o lançamento do Viva Brasília, em julho, foram feitas 74 reuniões das áreas integradas de segurança pública e quatro do Conselho Gestor do Viva Brasília — cujo governador é o presidente — para avaliar o andamento do programa.


Confiança nas polícias
A secretária interina da Segurança Pública e da Paz Social, Isabel Figueiredo, ressalta o esforço para aumentar a sensação de segurança dos moradores da capital. "O Viva Brasília trabalha no monitoramento de crimes contra a vida e, num segundo eixo, estuda melhorias nos serviços, pois a redução da criminalidade não significa, necessariamente, o aumento da sensação de segurança", diz. "As pessoas precisam chegar à parada de ônibus, por exemplo, e não sentirem medo porque o caminho é escuro ou porque a infraestrutura do local não lhes confere confiabilidade para que façam o percurso tranquilas."

Outro aspecto importante do programa é elevar a confiabilidade da população nas instituições de segurança. Por isso, a secretaria lançou, em outubro, a Pesquisa Distrital de Segurança. Os entrevistadores conversam com moradores para saber qual é a percepção deles em relação aos serviços prestados pelas polícias. O levantamento ajudará na construção de políticas mais eficientes de policiamento comunitário e no planejamento de ações preventivas. Até janeiro, 19.537 pessoas devem ser ouvidas em todo o DF. O fato de as Polícias Civil e Militar de Brasília serem as que menos matam em confronto em todo o território nacional, segundo o 9º Anuário de Segurança Pública, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, também é considerado um aspecto para aumentar a confiança das pessoas nas corporações. Em 2014, houve 0,2 morte em confronto com agentes do Estado no DF para cada grupo de 100 mil habitantes. A média nacional é de 1,5 morte para cada grupo de 100 mil.
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Por Movimento dos Comunicadores do Brasil

DF 24 Horas

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