Estudantes brasilienses concluem simulado do Enem

O DF é a única unidade da Federação a reproduzir por completo a prova, da quantidade de questões à entrega dos resultados

Foto: Gabriel Jabur.
Estudantes das redes pública e privada de Brasília participaram, nesta quinta-feira, do segundo e último dia de simulado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Houve cerca de 40 mil inscritos, e a abstenção de ontem (6) foi de aproximadamente 30%, índice esperado em concursos públicos.

O Distrito Federal é a única unidade da Federação a simular por completo o Enem, do tempo de prova à entrega dos resultados. Em 136 escolas públicas e 50 particulares, foram aplicadas as questões de ciências humanas, ciências da natureza, linguagens, códigos, matemática e redação.

O teste é uma forma de os estudantes conhecerem o estilo de avaliação e perceberem quais conteúdos precisam reforçar até novembro, quando o exame será aplicado em todo o Brasil. “Só a leitura concentrada do simulado já é um aprendizado extremamente significativo. É uma chance de eles entenderem o que é o certame, qual é o tempo de duração”, destacou o secretário de Educação de Brasília, Júlio Gregório Filho.
Sustentabilidade e democracia foram temas do simulado

O tema da sustentabilidade marcou os dois dias de prova. O consumo consciente da água, por exemplo, foi um dos tópicos mais explorados nas questões e nos textos de apoio. A abordagem coincide com os preparativos para o 8º Fórum Mundial da Água, a ser sediado em Brasília em 2018. “Em um dos textos, falou-se de um banco que concedia créditos para os clientes que economizassem no consumo de água”, contou a estudante do 3º ano do Centro de Ensino Médio Setor Oeste, na Asa Sul, Clarisse Fonseca Esteves. A aluna tenta uma vaga para o curso de Estatística e considerou o segundo dia de testes mais fácil. “Tenho mais facilidade com matemática, então tive mais tempo para fazer a redação.”

Na redação, os estudantes escreveram sobre como a cultura influencia na mudança social. Os textos de apoio instigaram discussões sobre a democracia e a participação popular por meio das mais diversas manifestações populares. Além disso, a prova apresentou reflexões a respeito das questões de gênero e dos problemas causados pelo racismo e pela homofobia. “A intenção foi trazer a consciência de que o respeito independe de a pessoa gostar ou não das minorias”, avaliou o estudante Arthur Dias Fernandes, de 17 anos, que tentará letras ou enfermagem.

O simulado foi também uma oportunidade de os alunos entenderem como vai funcionar a organização e o esquema de segurança no dia do Enem. Isso porque os estudantes cumpriram os horários de entrada nas salas e de saída com os cadernos de prova e a obrigatoriedade de desligar aparelhos eletrônicos. “O simulado ajuda bastante, porque iremos para o Enem sabendo o que é permitido ou não”, afirmou Beatriz Helena Monteiro Teles de Souza, de 17 anos. A garota estuda por uma vaga para arquitetura.
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Por Movimento dos Comunicadores do Brasil

DF 24 Horas

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