Moradores de bairro do Itapoã reclamam falta de infraestrutura

250 famílias vivem no Mandala há quase uma década, mas segurança, transporte e educação são precárias

Conhecido pelos moradores como bairro Mandala ou quadra 318, uma nova invasão surgiu no Itapoã, em 2008. Quase uma década depois, a falta de infraestrutura, transporte, ausência da escritura dos lotes, de área de lazer, de escolas e até limpeza da região são as principais reclamações dos moradores. Atualmente, 250 famílias vivem na região. Há cinco anos, os moradores possuem saneamento básico, graças ao abaixo assinado organizado por eles e entregue à administração do Itapoã. Mas, apesar da mobilização, nem todas as obras foram concluídas no local. O asfalto, por exemplo, que é uma das maiores reivindicações de quem vive na área, está longe de ser implantado.

A dona de casa Sônia Maria Medeiros é uma das moradoras mais antigas da região. Ela explicou que a falta de asfalto acaba prejudicando a saúde de quem vive no Mandala, pois além de muita poeira, a região tem bastante rato por falta de limpeza das ruas. Os moradores também reclamam que garis não passam fazendo a limpeza do local, e que o caminhão de lixo não tem data certa para coleta. De acordo com o coordenador de administração da cidade, Fernando Gustavo Lima, o serviço não é oferecido com mais frequência pela falta de infraestrutura da área, pois as ruas são esburacadas e muitas estreitas, o que dificulta a circulação do caminhão.

Falta de limpeza da região prejudica a saúde dos moradores

Não existem escolas próximas ao bairro Mandala, e nenhuma linha de ônibus passa na região. É necessário caminhar cerca de um quilômetro para chegar na parada mais próxima. Além disso, a iluminação noturna do local é precária, o que facilita a ação dos bandidos, já que o policiamento não é frequente. O estudante Manoel Batista explicou que já foi assaltado às 11h no caminho entre a parada e a residência. Na avaliação dele, os longos percursos que precisam ser percorridos a pé favorecem a insegurança. “Ônibus aqui só passa quando as outras ruas estão interditadas”, diz.

Área de lazer improvisada pelos moradores da região

As crianças da região não costumam brincar na rua por falta de segurança e área de lazer. O único campo de futebol que existe foi improvisado pelos próprios moradores, já que o anterior construído pelo governo, está desativado e hoje serve como ponto de encontro dos traficantes.

O chefe de gabinete da administração do Itapoã, Roberto Oliveira, destacou que para as escrituras dos lotes serem liberadas é necessário um Plano de Ordenamento Territorial (PDOT), que deve ser aprovada pela Câmara Legislativa. Sobre o asfalto na região, Roberto disse que existe previsão do projeto, mas depende do orçamento e liberação de recursos para dar início às obras.

Por Laissa Lopes.
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Por Paulo Melo

DF 24 Horas

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