Windsurf: um esporte para poucos

O Lago Paranoá é palco de um esporte pouco conhecido pelos brasilienses; com equipamentos que chegam a custar 15 mil reais, o windsurf é ideal para amantes de desafios

Em meio ao Lago Paranoá surge um esporte pouco conhecido: o windsurf. Para praticá-lo é preciso de uma prancha, igual a de surfe, e uma vela entre 2 e 5 metros que depende da ajuda do vento para funcionar. O esporte, que também é uma modalidade olímpica, vem conquistando seu lugar no cenário brasiliense por proporcionar um desafio diferente a cada velejada. Mas para ter os equipamentos é preciso desembolsar em média 15 mil reais, um grande impasse para que o esporte possa alcançar mais pessoas.

Segundo a Associação Brasileira de Windsurf, no Brasil existem mais de 5 mil praticantes do esporte. Augusto Brito é presidente da associação e declara que o país se destaca na modalidade. “O brasil tem vários competidores que ganham dinheiro com isto. Os expoentes no mercado mundial são brasileiros”.

Os principais campeonatos no Brasil são o Campeonato Brasileiro de Windsurf, Campeonato Sul-Americano e existem diversas competições para as modalidades existentes. As mais famosas são as RS:X, Fórmula Windsurf, FreeStyle e Speed, porém há muitas outras.

Marcelo Morrone é campeão mundial de windsurf.

Marcelo Morrone é professor e campeão mundial de windsurf. Foi pioneiro neste esporte em Brasília e hoje é dono de um clube que oferece a prática. O brasilense já participou de diversos campeonatos e conquistou vários títulos, é bicampeão nacional, vice-campeão sul-americano, e campeão mundial na categoria FEOD (Formula One Design), em 2012. “Eu vivo do esporte, mas formando velejadores e tocando o clube, nunca tiver pretensão nenhuma (de viver profissionalmente)”.

Ele conheceu a modalidade há mais de vinte anos e explica que Brasília é um lugar bastante especial para o esporte. “Aqui em Brasília as condições que temos de vento facilitam bastante o ‘cara’ se especializar em competições”. Morrone conta que é bem difícil velejar no Lago Paranoá, pois as condições de vento mudam bastante de intensidade e direção. O que proporciona “sempre um desafio ao praticante”. “O pessoal às vezes pergunta: onde é mais fácil velejar, no mar ou no lago? Depende, pra você velejar em uma competição (no lago) o ‘cara’ tem que ser bem treinado”, pontua.

Para ser bem desenvolvida a modalidade depende do equilíbrio do corpo e da força do vento. Os melhores meses para velejar na cidade são julho e agosto. Morrone cita que em Brasília existem mais de 300 praticantes e destes uns 80 participam de competições. Um dos grandes impasses para a popularização do esporte é o preço dos equipamentos que chegam a custar 15 mil reais. “O equipamento do ‘wind’ é todo importado, não é tão acessível como jogar bola, por exemplo”, diz. Mas em diversos clubes da cidade é possível fazer aulas por um preço mais em conta. Alguns oferecem aulas por 75 reais a hora.


Anderson Costa, 51 anos e comerciante, é praticante da modalidade há sete anos. Ele já participou de diversas competições que ocorrem na cidade. “Quando venta escolhemos o melhor dia pra velejar”. Diferente dos outros esportes, para praticar o windsurf é preciso saber o melhor dia e horário. Existem sites que fazem a previsão do vento, onde os velejadores observam o momento ideal para ir pra água. Costa conta que praticava stand up paddle e se interessou pelo ‘wind’. “Eu vi os velejadores daqui velejando e falei. Vou querer fazer isto aí também, e me apaixonei”. Ele relata que Brasília é um lugar muito especial para a prática. “Aqui é nosso litoral, quando experimenta ninguém quer largar”.

Ninguém sabe ao certo quem foi o principal responsável pela criação do windsurf como o conhecemos hoje. Ele surgiu na década de 1960, quando o casal Newman e Naomi Darby, em Portugal criou o protótipo do windsurf. O casal desistiu da invenção, já que não foi bem recepcionada pelo público. Mais tarde, em 1965, Hoyle Schweitzer (empresário e surfista) e Jim Drake (engenheiro aerospacial e velejador) procuravam unir características do surfe com o velejo e criaram a empresa americana “Windsurfing International” e ainda o termo “windsurfer” que se tornou a marca registada da empresa a partir de 1973.

Onde praticar:
Katanka
Endereço: Clube das Nações (Setor de Clubes Sul, trecho 4)
Horário: todos os dias, das 8h30 às 16h
Preço: R$85 por aula avulsa
Contato: 9 8172-5233

Clube do Vento
Endereço: Clube Naval de Brasília (Setor de Clubes Sul, trecho 2)
Horário: de quarta-feira a domingo, das 9h às 17h
Preço: R$75 por aula avulsa
Contato: 9 8124-8596
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Por Movimento dos Comunicadores do Brasil

DF 24 Horas

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