Dia Mundial de Diabetes: estimativa é que até 2045, cerca de para 630 milhões de pessoas sejam atingidas pela doença em todo o mundo

Foto: Reprodução/Internet
No dia 14 de novembro é celebrado o Dia Mundial de Diabetes. O objetivo deste dia é chamar a atenção dos cidadãos e governantes para a doença Diabetes é a mais comum das doenças não transmissíveis com incidência crescente. Atualmente, cerca de 425 milhões de pessoas em todo o mundo a possuem. Os dados recentes do International Diabetes Federation (IDF) são alarmantes. A estimativa é que, até 2045, haja um aumento para 629 milhões de pessoas atingidas pela doença. O Brasil ocupa a 4ª posição entre os 10 países com maior número de indivíduos com diabetes.

O diagnóstico preciso do diabetes ainda é um grande desafio para os profissionais de saúde. De acordo com o IDF, 50% da população no Brasil possuem e não tem conhecimento da enfermidade. Para a endocrinologista da Rede D'Or São Luiz, em Brasília, Cristina Blankenburg, conhecer as causas, tipos e tratamentos são de extrema importância para que o paciente acometido pela doença possa ter mais chances de controlar o diabetes.

"É preciso entender que há tratamento para o diabetes e que ele está basicamente relacionado à mudança no estilo de vida. Com controle da glicose, atividade física, alimentação adequada o paciente tem uma vida saudável por muito tempo. Hoje em dia, é disponibilizado um arsenal terapêutico de excelente qualidade. São medicações com segurança e eficácia comprovadas”, pontua.

A falta de informação sobre as consequências que o diabetes pode acarretar na vida do doente, também precisa ser combatida, segundo a médica. Por este motivo, é imprescindível que uma pessoa com diabetes tenha acompanhamento médico e não se automedique.
O diabetes, por vezes, chega de forma silenciosa. Não existem sintomas específicos e, quando surgem, podem ser facilmente confundidos com outras doenças. Os mais comuns são inchaço, boca seca, perda de sono, falta de apetite, dor de estômago, fraqueza, tonturas, dificuldade de concentração, entre outros. Entretanto, vale ressaltar que, geralmente, os sinais só aparecem quando o quadro está mais grave. Basicamente, existem três tipos de diabetes que mais acometem a população.

O diabetes gestacional, que é diagnosticado no período gestacional. Ocorre devido ao sobrepeso materno, má alimentação na gestação, genética. É importante lembrar que crianças que nasceram de mães com diabetes gestacional podem ter chances maiores de desenvolver a doença.

Existe também o diabetes Tipo I, que é uma doença autoimune e acontece por falência do pâncreas. Ela costuma se manifestar na infância e no inicio da adolescência. O indivíduo que possui este tipo de diabetes não tem produção de insulina no corpo e, por este motivo, o tratamento é feito com a administração de insulina.

Por fim, o diabetes Tipo II, que é causado por obesidade ou excesso de gordura, alimentação inadequadas e tem maior relação com a genética. Para pacientes com este tipo de diabetes, o tratamento é feito, inicialmente, com medicação oral.

“É importante ressaltar que o diabetes é uma doença crônica, sem cura. Porém, com o tratamento adequado, é possível manter o controle adequado e ter uma vida de normalidade", ressalta a endócrino Cristina Blankenburg.

O paciente que possui o diabetes precisa ter contato médico regularmente. O descontrole da doença pode acarretar em diversos outros problemas de saúde, como problemas renais, amputação de membro, infartos, acidente vascular cerebral (AVC), câncer, entre outros.
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Por Ana Lúcia

DF 24 Horas

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